Exibição convincente em homenagem ao Rei Eusébio

Benfica 3 – 0 Vitória de Guimarães (Jonas, 13´; Ola John, 53´ e Gaitán, 89´)

Em dia de homenagem ao Rei Eusébio, por ocasião do primeiro aniversário do falecimento do Pantera Negra, o BenficaEusébio ofereceu aos seus adeptos uma excelente exibição e, consequentemente, uma vitória tranquila frente à equipa sensação do campeonato nacional. O duelo entre 1º e 3º classificados da liga portuguesa prometia equilíbrio, mas a equipa de Jorge Jesus foi demasiado forte para o Vitória de Guimarães, que deixou uma pálida imagem no Estádio da Luz: raramente conseguiu incomodar o guarda-redes Júlio César e defensivamente colocou-se à mercê da qualidade individual dos atacantes encarnados.

Logo dede o apito inicial que o Benfica mostrou que não ia facilitar. Ainda o cronómetro não tinha chegado ao primeiro minuto quando Jonas, desmarcado brilhantemente por Gaitán, surgiu na cara de Assis, que foi rápido a fazer a mancha e a impedir o golo. As Águias não abrandaram e, aos 12´, Jonas não falhou, cabeceando para o fundo das redes após um livre superiormente marcado por Gaitán.

Em vantagem no marcador, esperava-se uma reacção do Vitória, mas o que se viu foi precisamente o contrário. Embalado pelo golo, o conjunto de Jorge Jesus aproveitou a instabilidade do adversário para ´carregar´ e enviou três bolas ao poste, primeiro por Gaitán (20´), depois por Talisca (27´) e finalmente Jonas (33´). Só aos 39 minutos o Vitória criou verdadeiro perigo, com Júlio César a ter de se aplicar para desviar um cabeceamento de Tomané, afastando depois a bola com um pontapé acrobático.

O Benfica, com uma forte reacção à perda, pressionava alto e impedia com facilidade as saídas em contra-ataque do Vitória. Hernâni nunca conseguiu fugir à marcação apertada de Eliseu e, do outro lado, Ricardo Gomes foi uma sombra. Tomané estava muito sozinho na frente e Bernard não teve oportunidade para fazer as suas arrancadas, face à pressão exercida e ao acerto da marcação de Samaris. Na frente, Gaitán fazia mossa com as suas diagonais para o meio e André André, o melhor elemento dos visitantes, não chegava para as encomendas. Jonas continua a provar que foi um excelente reforço de última hora.

jonasFace ao que se assistiu no primeiro tempo, estar a perder pela margem mínima teria de ser visto como algo positivo para Rui Vitória. Dessa forma, a sua equipa poderia manter uma réstia de esperança de dar a volta à situação, mas essa ilusão depressa se esfumou aos pés de Ola John. Com alguma sorte à mistura, o holandês fez o segundo aos 53´, após fantástica jogada de Lima. A partir daí o Benfica abrandou o ritmo e limitou-se a controlar os acontecimentos. O Vitória subiu no terreno e tentou chegar ao golo que relançasse a partida, mas não era definitivamente o dia do Vitória. Tudo saia mal aos conquistadores, que nunca conseguiram unir os sectores e fazer uma jogada com pés e cabeça.

Aos 81´, Tomané podia ter reduzido, mas mais uma vez Júlio César, que vai no sexto jogo sem sofrer golos, estava no caminho e levou a melhor. Encaminhava-se o jogo para o final quando Gaitán fechou as contas do marcador, encostando para a baliza após assistência de Salvio. O tango voltou a dar-se a dois no Estádio da Luz, com o tão aguardado regresso de Salvio, que tinha entrado pouco antes.

Destaques:

Gaitán – O argentino é um craque como há poucos no futebol mundial. Desfez a defesa do Vitória com as suas incursões pela lateral e com as diagonais para o centro. Assistiu Jonas para o primeiro golo e marcou o terceiro. Foi o melhor em campo.

Jonas – O avançado brasileiro, que foi um reforço de última hora face à falta de atacantes no plantel, tem-se revelado extremamente útil. Inteligente e com uma técnica acima da média, voltou a ser decisivo ao marcar o primeiro golo da partida e esteve muito perto de bisar.

André André – O médio que está a despertar a atenção de vários clubes nacionais e internacionais foi o melhor elemento do Vitória. Sobretudo na primeira parte tentou remar contra a maré, procurando colmatar as falhas defensivas e empurrar a sua equipa para a frente.

 

 

 

 

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