Éder vestiu a pele de matador

éder portugal itáliaPortugal 1 – 0 Itália (Éder, 53´)

Na falta de Cristiano Ronaldo, Éder fez as vezes de matador. O avançado do SC Braga estreou-se finalmente a marcarapós 18 jogos pela selecção e permitiu a Portugal vencer a Itália, 39 anos depois (!). Um longo período que agora termina, num amigável onde a equipa das quinas regressou ao seu habitat táctico natural, o 4x3x3. Livre da ´responsabilidade´ de ter de encontrar um sistema que se adapte a CR7, Fernando Santos deixou as ´invenções´ e pôs cada um no seu devido lugar. O resultado foi bem mais satisfatório a nível colectivo do que se viu frente à Arménia, embora seja preciso não esquecer que este foi um amigável.

Portugal entrou em campo com seis alterações face ao jogo do fim-de-semana. Fizeram parte do onze Beto, José Fonte, Danilo, Quaresma, Éder e Varela. E as coisas nem começaram bem. A Itália tomava conta das operações e mandava na posse de bola, perante a incapacidade do conjunto nacional em ligar os sectores. Ainda assim, Beto não teve de se esforçar para impedir as iniciativas atacantes dos transalpinos. Aos 18´, Bertolacci criou a primeira situação de real perigo, com um remate que saiu ligeiramente ao lado. Entretanto Coentrão, por lesão, foi obrigado a ceder o lugar a Eliseu. Num contra-ataque, aos 28´, El Shaarawy voltou a levar muito perigo para a baliza nacional. E aos 33´ veio por fim uma grande ocasião para Portugal. Éder tirou a bola a Sirigu, guarda-redes italiano, e entregou de bandeja a Varela, que desperdiçou, valendo a intervenção de Ranocchia.
No regresso dos balneários a partida aqueceu. Aos 50´, Bonucci levou o esférico a embater no poste, na sequência de livre de Pirlo. Quem não marca, sofre. Dois minutos depois, Eliseu teve uma fantástica arrancada, Quaresma tirou da cartola um cruzamento de trivela e Éder apareceu fulminante na área para finalizar. Jogada de nota artística elevada para a selecção nacional e prémio merecido param Éder, que fez um jogo de qualidade e esforço, sempre a incomodar os centrais da ´squadra azzurra´. Portugal ganhou confiança com o golo obtido e subiu linhas, só que teve de aguentar a reacção dos italianos nos minutos finais. Nesse período, foi Beto a salvar a equipa com duas intervenções espectaculares.

Ainda que num jogo amigável e sem algumas das figuras de montra das duas equipas, é sempre positivo para Portugal matar um borrego com tantos anos. Fernando Santos ainda não conseguiu acertar as agulhas em termos de qualidade exibicional, mas as vitórias são importantes para trazer confiança ao grupo e permitir-lhe trabalhar com tranquilidade.

Destaques:

Éder: O muito contestado avançado do SC Braga fez o melhor jogo com a camisola das quinas. Marcou o golo da vitória, finalizando uma jogada de excelência da selecção nacional, e deu o que tinha e não tinha na frente, criando constantemente incómodos à linha defensiva italiana. Ofereceu também um golo a Varela, mas o extremo desperdiçou a prenda.

Danilo: O médio-defensivo do Marítimo primou pelo sentido de colocação e tranquilidade que transmitiu ao sector defensivo. Um jogador destinado a voos mais altos e que se espera que fique entre nós, num grande do futebol português.

José Fonte: Prova sempre que é chamado a entrar em campo que é uma opção válida e que dá todas as garantias a Fernando Santos. Voltou a rubricar uma exibição competente e sólida.

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