Entrevista a Jorge Silas: “Jorge Jesus tem um conhecimento profundo de futebol”

Em entrevista ao Grande Círculo, Jorge Silas, médio que representou, entre outros clubes, a União de Leiria, o Marítimo e o Belenenses, enalteceu as qualidades de Jorge Jesus e garantiu que o técnico tem todas as condições para ter sucesso no Sporting, realçando ainda que o Benfica tem de estar preparado para que o sucesso possa demorar mais a aparecer com Rui Vitória. Silas recordou ainda as chamadas à selecção nacional e diz sentir-se em casa no Atlético, onde esta temporada, com 38 anos, jogou 3500 minutos só na liga e marcou 10 golos.

É o tema do momento e a pergunta é inevitável. Jorge Jesus, o treinador mais titulado de sempre do Benfica, está a caminho do Sporting. O Silas já foi treinado por Jesus no Belenenses e conhece bem o técnico, considera que este terá condições para triunfar nos leões?

JS: Claro que sim. No futebol ter condições é ter matéria-prima, e o Sporting tem jogadores com potencial e uma Silas Belémmargem de progressão muito grande. E ao fazer o investimento que está a fazer no treinador, que nunca se fez em Portugal, seguramente que acabará por ter de investir em alguns jogadores. Não que o Sporting não tenha bons jogadores, mas vai precisar de alguns elementos que façam subir a competitividade interna para que possa sobressair todo o potencial que já existe. Portanto, o Jorge Jesus tem todas as condições para fazer um bom trabalho. Aliás, se não tiver no Sporting, onde poderá ter? Poucas condições têm outros clubes, como os que sobem de divisão ou lutam para não descer. Agora no Sporting, Benfica e Porto, qualquer treinador tem condições para fazer um bom trabalho.

Quais as características que destaca em Jorge Jesus?

JS: É um treinador muito exigente, não só com os jogadores como também com a sua equipa técnica. Possui um conhecimento de futebol muito profundo e tem a particularidade de potenciar jogadores em quem ninguém aposta ou que não se dá nada por eles. Acabam por ser jogadores que depois valem muito dinheiro. No Benfica temos muitos casos: o Fábio Coentrão que andava emprestado; o Di Maria, que tinha potencial, toda a gente conhecia o Di Maria, mas quando o Jorge Jesus foi para o Benfica ele às vezes nem jogava – é verdade que ainda era novo e tinha uma margem de progressão grande -; o Matic veio do Chelsea, que não o queria, e o mesmo Chelsea acabou por o contratar outra vez; o Javi Garcia, que veio dispensado do Real Madrid e foi vendido por muito dinheiro…Temos vários casos de jogadores que depois de passarem pelas mãos do Jorge Jesus se valorizaram, e isto também acontecia quando estava em clubes mais pequenos…

Jorge Jesus chegou ao Benfica e iniciou um ciclo vitorioso, que culminou no bicampeonato. Estas vitórias foram uma ´obra de autor´ ou a estrutura de que agora tanto se fala conseguirá garantir a continuidade dos bons resultados, independentemente do nome do treinador?

Silas leiriaJS: São ambos importantes. Se houver uma boa estrutura e não houver um bom treinador, os resultados podem não aparecer, e o contrário também é verdade, pode-se ter um bom treinador e, se não estiver inserido numa boa estrutura, no contexto ideal, os resultados também não aparecem. Tanto o Jesus como a estrutura foram responsáveis pelo sucesso. O que não sei, e é importante o Benfica pensar, é se estão preparados para que, neste momento, o sucesso demore um bocado mais a aparecer. Fecha-se um ciclo e começa-se outro. O Benfica tem de estar preparado para perceber que vai mudar o treinador, vai mudar de política e que o sucesso pode não aparecer já. E ai é que vamos ver se o Benfica tem ou não estrutura para acreditar no projecto. Os adeptos podem estar com grandes expectativas e os resultados não serem tão bons logo de princípio, e a impaciência às vezes leva a cometerem-se erros que não se devem cometer. O Rui Vitoria começa de novo, tem ali jogadores que foram campeões e bicampeões com outras ideias e isso pode criar algumas resistências. Veremos até que ponto consegue manobrar isso. E isto não vai ser só Benfica e Sporting, temos o Porto que manteve o treinador e é muito difícil estarem 3 anos sem ganhar.

Sentirá o Rui Vitória a obrigação de vencer imediatamente?

JS: Não acho que lhe possam pedir já que seja campeão, mas, no entender dos Benfiquistas, se calhar tem a obrigação de continuar as vitórias. Estão habituados a outra coisa. Durante 6 anos, mesmo quando não ganharam, lutaram sempre até aos momentos decisivos. E isto não só em Portugal. Na Liga Europa foram a duas finais seguidas, e há quanto tempo não ia o Benfica a finais europeias? Quando oiço dizer que o Jorge Jesus perdeu muita coisa…não concordo, o Jorge Jesus lutou sempre por muita coisa, o que é muito diferente. Ganhou 3 campeonatos em 6, o que é muito bom, e andou sempre a lutar pelos títulos, e isso é muito importante numa equipa como o Benfica. A garantia que o Jesus dava é que, pelo menos, andava sempre na luta, e depois a margem entre ganhar e perder é mínima, por um pequeno detalhe perde-se, por um pequeno detalhe ganha-se. Lembro-me, por exemplo, da final contra o Chelsea, que o Benfica não merecia perder de maneira nenhuma …

E até o campeonato perdido com o famoso golo do Kelvin…

JS: Essa partida foi mal abordada pelo Benfica. Lembro-me bem desse jogo e a equipa entrou muito defensiva e receosa, e acabou por pagar por isso. Na minha maneira de ver o jogo e como gosto do futebol, o Benfica mereceu perder. Contra o Chelsea não, foi totalmente ao contrário, o Benfica passou o jogo todo a atacar, teve imensas oportunidades e depois acabou por perder da forma como perdeu.

“Belenenses pode ligar mais ao produto e continuar a ser competitivo”

 

O Belenenses assegurou esta época o regresso à Liga Europa, algo que tinha atingido pela última vez em 2007/08, precisamente com Silas no plantel. Foi uma época de sucesso, ainda assim marcada pelos improváveis afastamentos de Lito Vidigal e Jorge Simão. Surpreende-o a ida de Sá Pinto para o comando técnico?

JS: O Sá Pinto é noticiado agora, mas já toda a gente sabia que havia um princípio de acordo entre ele e o Belenenses,Jorge SIlas Belenenses fossem qual fossem os resultados do clube. Não me parece muito surpreendente esta ida, se calhar o Sá Pinto não quis entrar a meio porque deve gostar de começar os trabalhos desde o princípio, o que é perfeitamente normal. Inclusivamente o Jorge Simão já sabia isso, porque toda a gente sabia. Se eu sabia, se os meus amigos sabiam, não acredito que o Jorge Simão não soubesse e é mesmo capaz de até ter tido alguma conversa com os responsáveis do Belenenses, que também lhe explicaram isso. Aceitou, fez um bom trabalho e acabou por sair ele próprio valorizado.

O que se pode esperar do Belenenses europeu da próxima temporada?

JS: O Belenenses, esta época, se olharmos a resultados desportivos, sim, foi à Liga Europa, mas não apresentou um futebol que se possa dizer que realmente tenham merecido. Mereceram porque, numa liga com tantas jornadas, a verdade é que no final cada um acaba onde merece, mas em termos de futebol jogado, não apresentou um futebol muito vistoso, e o Belenenses ainda tem muito para crescer nesse sentido. Pode lutar à mesma pelos lugares europeus, mas com um futebol melhor, ligando mais ao produto, que é o que acho que se liga pouco em Portugal. Liga-se pouco ao produto e chama-se pouca gente aos estádios. E o Belenenses é um daqueles clubes que, se estiver bem e o futebol for agradável, consegue chamar pessoas ao Estádio e tem potencial para chamar investidores. E o Sá Pinto pode pegar por ai, preocupar-se com o produto sem deixar de ser competitivo. Na época em que fomos à Uefa, juntávamos o produto à competitividade. Ficamos em 5º e fomos à final da Taça, era uma equipa forte, mas no ano anterior a mesma equipa esteve a lutar por não descer. Depois o Jorge Jesus veio e, de lutar para não descer, acabámos por jogar para a Europa. Nesses anos apareceram sempre muitos investidores, porque o Belenenses tem todo o potencial para ser um clube grande.

Precisamente em 2007/08, foram eliminados pelo gigante Bayern Munique, mas surpreenderam a Europa, especialmente pela forma como jogaram na Alemanha…

JS: Não foi só nos jogos com o Bayern Munique, realizámos jogos muito bons mesmo contra equipas grandes em Portugal, onde ganhámos, perdemos e empatámos, mas fizemos jogos muito bons. Lembro-me sobretudo da dinâmica que tínhamos, com jogadores de grande potencial. No segundo ano do mister Jesus teríamos conquistado a Uefa se não fosse o caso Meyong, que nos tirou 6 pontos na secretaria. Nesse ano tínhamos um meio-campo em que, às vezes, jogávamos com Hugo Leal, Zé Pedro, Rúben Amorim e eu. Eramos quatro jogadores muito dinâmicos, muito bons tecnicamente, com muita intensidade a nível defensivo e lembro-me bem que tínhamos prazer em jogar uns com os outros. E isto sem deixarmos de ser competitivos, eramos muito competitivos. A grande diferença entre esta equipa e a nossa reside ai, o nosso produto também era muito bom.

Outro clube que marcou a sua carreira foi o Leiria, onde passou um total de 4 temporadas. Na sua segunda passagem pela equipa, o Silas saiu da cidade Lis antes da fatídica época de 2011/2012, onde chegaram a alinhar na Luz com os juniores e com 8 elementos frente ao Feirense. Imaginava que o União de Leiria pudesse chegar a esse ponto?

JS: Quando sai já havia algumas dificuldades financeiras. Essas dificuldades derivaram de um problema que houve Jorge Silas Leiriacom um dos administradores. Na altura estava o Presidente, João Bartolomeu, e tinha o vice-presidente que estava lá há muitos anos, que era o Sr. Bastos, e que, fruto de um problema pessoal, saiu. A partir daí começaram os problemas financeiros, porque o João Bartolomeu, sozinho, não conseguia aguentar o clube, até porque tinha muitos compromissos e andava sempre fora. E, a partir dai, o Leiria, que tinha sido um clube a esse nível exemplar – da primeira vez que lá estive pagavam a horas, não falhavam com nada – começou a ter problemas. Nesse ano e meio que estive lá, da segunda vez, sai em Janeiro. Já havia problemas sérios e optei por sair também por causa disso. O Leiria devia-me muito dinheiro nessa altura, e acabei por ter de perdoar esse dinheiro, fiz um contrato melhor, para o estrangeiro, e perdoei esse dinheiro porque percebi que realmente ia haver grandes dificuldades.

Recuando no tempo, em 2003, quando brilhava no União de Leiria, foi convocado por Scolari para a selecção nacional e somou 3 internacionalizações. Vestir a camisola das quinas certamente foi um sonho tornado realidade….

JS: Foi, sobretudo porque naquela altura tínhamos um lote de jogadores fantásticos e não era fácil ir à selecção, ainda para mais sendo jogador do Leiria. É sempre mais fácil chegar estando numa equipa grande. Quando fui à selecção estava apenas no meu segundo ano de 1ª liga em Portugal, nunca esperava sair da Segunda B para a selecção nacional, e acabou por ser tudo muito rápido. Era um sonho que eu tinha, sempre tive, nunca quis jogar por outra selecção, tinha raízes africanas e até poderia ter optado, mas disse sempre que não. A minha selecção é esta, se tiver potencial para chegar lá, chego, se não tiver, não chego, prefiro não jogar por nenhuma. E consegui realizar este sonho.

“Ida para o Wolves foi um erro porque não me preocupei muito com o lado desportivo”

 

Foi depois para o Wolverhampton, onde teve a oportunidade de jogar na Premier League, mas somou apenas 13 presenças e a equipa acabou no último lugar do campeonato. O que falhou nesta experiência em Inglaterra? Sente que faltou adaptação a uma nova realidade?

JS: Sobretudo falhou a própria equipa, que não ajudou. Ficamos muito em baixo. Mas eu considero agora, depois Jorge Silas Wolvesdestes anos todos, que ainda não estava preparado para jogar na liga inglesa, mais ainda numa equipa que lutava para não descer. Se fosse passados 2 ou 3 anos, ou depois de ter apanhado o mister Jorge Jesus, seguramente que eu jogava os jogos todos. Não estava preparado, a equipa não ajudou, e dai as poucas participações. Embora eu acho que poderia ter participado muito mais, visto as performances da equipa, mas a relação com o treinador já não era a melhor e ele optou por não me meter.

O Silas brilhou intensamente de 2001 a 2003 no União de Leiria e o seu nome chegou a estar associado aos grandes do futebol português. Alguma vez teve propostas concretas do Benfica, Porto ou Sporting?

JS: Chegou a haver propostas, mas optei pela de Inglaterra porque financeiramente, para mim e para o Leiria, era a mais vantajosa. Eu tinha ainda mais 1 ano de contrato com o Leiria e estava a aparecer, não me podia dar ao luxo de entrar em conflito com o clube; nem queria dar, porque estava grato ao Leiria por me dar a oportunidade de jogar na primeira liga. O Leiria teve direito a 1 milhão e meio, que poderiam ascender a 2 milhões se a equipa não descesse de divisão. Em termos financeiros, para mim dobrava as propostas que tinha de Portugal e pensei: ´Não vou pensar mais´. Tinha vindo da Segunda B espanhola e ainda não tinha a minha independência financeira, olhei muito a isso também, e foi por ai que não aceitei nenhuma proposta aqui de Portugal. Hoje, se calhar, antes de ter assinado, tentava perceber qual era a realidade do clube, as ideias desportivas, e se calhar tomava outra decisão, só pelas ideias desportivas. Depois foi tarde, quando me apercebi que o projecto desportivo não era o melhor para mim, para o meu tipo de jogador face ao tipo de futebol que a equipa praticava. Mas isso sou eu agora, que tenho outra maneira de ver as coisas.

Considera a ida para o Wolves um grande erro que o impediu de atingir patamares ainda mais elevados?

JS: Foi um erro porque fui olhando ao lado financeiro e não me preocupei muito com o lado desportivo, em perceber se eu me poderia integrar no contexto da equipa. Não no contexto do futebol inglês, porque ai enquadrava-me, mas sim no contexto da equipa, com um futebol muito directo, na altura não estava preparado para isso. Se calhar hoje já estava, entendo o futebol de maneira diferente e poderia ter tirado proveito disso. E foi um grande erro meu, porque tinha aqui clubes em Portugal que se enquadravam mais na minha maneira de jogar e eu também me enquadrava na maneira de jogar deles. Hoje em dia, com frieza, poderia ter pensado mais nisso e esperado um bocado mais, porque havia abordagens.

Chegou ao Chipre na temporada 2010/2011 para jogar no AEL Limassol, e sagrou-se campeão cipriota, somando finalmente o primeiro e único título na carreira. É caso para dizer que a enorme qualidade que sempre demonstrou no relvado não se reflectiu como deveria na sua sala de troféus…

Silas ChipreJS: Estreei-me na primeira liga com 25 anos. Com 20 anos estive a treinar no Salgueiros e Campomaiorense, que eram equipas de primeira liga, e ninguém me quis dar a oportunidade, diziam que eu não estava preparado. Eu achava que estava. Tive de ir para Espanha para me darem oportunidades na primeira liga e isso já veio jogar um pouco contra mim, estrear-me apenas nessa idade. Depois andei no Leiria e era difícil lutar por títulos. E mesmo assim ainda joguei uma final da Taça com o Leiria e outra com o Belenenses. Na primeira vez que joguei num clube que poderia lutar pelo título, fui campeão nacional, embora tenha sido no Chipre. A verdade é que fomos campeões nacionais depois de 44 anos e mesmo assim, quando cheguei lá ao clube, andava a lutar pela 7ª/8ª posição. Tive lá um ano e meio: nos primeiros meses, de Janeiro a Maio, ficamos a meio da tabela e, na época seguinte, fomos campeões. Depois andei por clubes médios, onde os objectivos nunca os mesmos.

Sente que foi algo subvalorizado no futebol português?

JS: Não considero que tenha sido subvalorizado, cheguei onde cheguei e se não cheguei mais longe foi porque não tive arte nem engenho para chegar mais alto. Tive propostas para ir para um grande e foi uma decisão minha não aceitar. E tive propostas numa altura crucial da minha carreira, com 27/28 anos. Depois, quando ainda estava no Belenenses, tive uma proposta em Janeiro do Lille, por 2 anos e meio, e o mister Jesus entendeu que não me devia deixar sair. E era muito bom para o Belenenses e muito bom, em termos financeiros, para mim. A verdade é que o Lille, passados um ou dois anos, foi campeão. Também tive este azar, uma proposta de um clube como o Lille, eu já com 31 anos, e acabei por não poder ir porque o Belenenses  e o mister jesus – eu sei claramente, porque tivemos uma conversa, que foi ele que tomou a decisão – entenderam não me deixar sair.

“No Atlético sinto-me em casa, sou muito acarinhado”

 

Referiu várias vezes que lhe agradava a vida no Chipre, onde passou quatro temporadas e representou 3 clubes diferentes. É um bom destino para jogadores e técnicos portugueses?

JS: Nesse aspecto já não. No Chipre está-se a pagar o que se paga aqui e, às vezes, até menos. Na primeira liga do Chipre paga-se menos do que se paga aqui na primeira liga. O Chipre passou por uma fase de crise económica e os clubes neste momento não pagam o que pagavam quando em fui e, antes de mim, foram jogadores a ganhar muito mais. Agora não pagam isso e não pagam a horas, no meu último ano lá já vim embora por causa disso, com muitos salários em atraso. Fiz um acordo para ir recebendo e mesmo assim ainda estão a atrasar-se. Neste momento é preciso os jogadores terem cuidado, salvaguardarem-se a nível de contrato. Já o estilo de vida é fantástico, para viver, para a família, para as crianças, o nível de criminalidade é muito baixo – não há, praticamente -, tem muita praia, tudo o que é bom para viver. É pena as situações de incumprimento salarial

Esteve 9 temporadas no Atlético, de 1989 até 1998, e após várias voltas e reviravoltas regressa ao Atlético para terminar a carreira. É a melhor forma de dizer adeus ao futebol, no clube onde cresceu como homem e atleta?

JS: Sim, foi essa a minha ideia, acabar onde tinha começado. É um clube onde me sinto em casa, onde sou muito Jorge Silasacarinhado. A nível colectivo acabamos por descer, mas a nível individual fui o jogador com mais minutos jogados, marquei 10 golos… não foi uma época em que me andei arrastar, tentei sempre ajudar.

Agora que a sua carreira de jogador se aproxima do fim, tem o Silas ambições de continuar a sentir o cheiro dos relvados, mas no banco de suplentes, como treinador?

JS: Neste momento tudo está em aberto, não decidi ainda o que vou fazer. Poderei jogar, treinar, fazer outra coisa a nível de futebol, mas ainda não tomei a decisão, até porque depois de jogar 3500 minutos só na liga, marcar 10 golos, de me sentir bem fisicamente, às vezes penso ´porquê parar?´, se depois já não podemos voltar atras? Portanto não sei bem… Mas a carreira de treinador é uma ambição, é algo que gosto muito, do treino, de pensar no jogo. Acho que mais cedo ou mais tarde acabarei por ser treinador. Mas se decidir voltar a jogar esta temporada já não serei treinador, serei jogador até ao final, gosto de acabar as coisas que começo.

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