Europeu sub-21: Um empate tirado a ferros

Portugal itália

Portugal 0 – 0 Itália

Portugal esteve longe das suas capacidades e teve de sofrer a bom sofrer para conquistar um empate sem golos frenteà Itália. O resultado acaba por beneficiar a selecção nacional, que soma 4 pontos e lidera o grupo B da competição. No próximo duelo, diante da Suécia, um ponto é suficiente para a equipa comandada por Rui Jorge seguir em frente, mas convém não esquecer que os nórdicos já venceram esta mesma Itália.

Na hora do aperto, um homem manteve a equipa à tona: José Sá. O guarda-redes do Marítimo mostrou-se gigante entre os postes, provando que para dar nas vistas nem sequer precisa de uma barba tão grande. O resto foi contar com a fortuna que já tinha acompanhado o conjunto das quinas no duelo diante da Inglaterra. Portugal tem tido sorte, mas convém não abusar da mesma e começar a mostrar mais qualidade de jogo. Talento não falta para isso…

Rui Jorge alterou a frente de ataque face ao duelo inaugural, retirando Ricardo e Cavaleiro (este por lesão) e fazendo entrar Rafa e Carlos Mané. Nada se ganhou com as mudanças, até pelo contrário. Portugal demonstrou sérias dificuldades em ligar o meio-campo ao ataque e permitiu aos transalpinos tomar conta dos acontecimentos. Valeram algumas intervenções pontuais de Bernardo Silva para disfarçar a pobreza do colectivo. Sem extremos assumidos neste esquema de losango e com imensas dificuldades em ´activar´ o jogo interior, o futebol de Portugal tornava-se inconsequente.
Na squadra azzurra, Beradi e Belotti estiveram especialmente activos. Valeu a ineficácia do último para manter o marcador a zeros. Logo aos 10 segundos, Benassi atirou para defesa para canto de José Sá e deu um sinal de que os transalpinos não estavam para brincadeiras. E o guardião nacional fez mais umas belas intervenções travando acções de Berardi, Belotti e Benassi. Curiosamente a melhor ocasião até foi de Portugal. João Mário atirou para fora quando tinha a baliza à mercê, após excelente cruzamento atrasado de Sérgio Oliveira. A eficácia demonstrada diante dos ingleses faltou neste duelo.

O segundo tempo manteve a toada e começou com uma bola na trave da baliza nacional. Conforme os minutos iam passando, o cansaço apoderava-se dos jogadores e o jogo partiu-se, com a bola a chegar rapidamente às duas áreas. No entanto, Portugal não tirou partida das situações de igualdade e até superioridade numérica que criou, falhando no momento de decisão das jogadas. Também não ajudou Rui Jorge ter retirado Bernardo Silva do campo quando o médio do Mónaco se estava a afirmar como o elemento mais activo.

Empate que, face ao que se passou no relvado, sabe a vitória para Portugal. Convém agora Rui Jorge – que não deve estar nada satisfeito com o que viu – reflectir sobre qual a melhor estratégia a adoptar e, quem sabe, até encontrar um plano B para um losango que não tem estado tão afinado como isso.

Destaques:

José Sá: Já tinha brilhado diante da Inglaterra e voltou a ser determinante no empate conquistado neste duelo. Foi sempre uma barreira que frustrou as intenções dos italianos, que fizeram mais do que o suficiente para saírem com a vitória.

Bernardo Silva: O médio do Mónaco foi o homem que pegou na batuta, sem medo de assumir o jogo e progredir com a bola controlada. Juntou a isso capacidade de esforço e espírito de solidariedade, dando uma preciosa ajuda na defesa.

William Carvalho: Não esteve tão fulgurante como no jogo com os ingleses, mas ainda assim foi determinante para manter os equilíbrios defensivos e, com os seus passes de ruptura,  ultrapassar a primeira linha de pressão italiana.

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