Benfica: Comportamento defensivo

No jogo frente ao Zenit, uma das oportunidades de golo (talvez a mais clara de todo o jogo) concedida pelo Benfica aos russos poderia ter sido evitada com um comportamento colectivo melhor trabalhado da linha defensiva. Estamos a referir-nos a um lance que ocorreu aos 62 minutos, com uma incursão de Shatov de fora para dentro, numa corrida paralela à linha da grande área, com o média a solicitar Dzyuba nas costas dos defesas. Valeu aos encarnados a falta de pontaria do avançado russo.

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Neste tipo de lances, a linha defensiva deve subir em conjunto e ´encurtar o campo´, colocando em fora-de-jogo quem se posicionar nas costas da linha de contenção e, desse modo, dificultando o passe em profundidade ao portador da bola. Assim, diminuindo as opções do portador, diminui-se também a probabilidade de o lance resultar em situação de perigo. Como exemplo, fica um conhecido lance muito semelhante em que Messi tenta o mesmo movimento e rapidamente fica embrenhado numa teia de 8 jogadores do Benfica que, posicionando-se na mesma linha, colocaram em posição de fora-de-jogo cinco elementos do Barcelona que estavam dentro da grande área.

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No jogo com Zenit pode-se ´apontar o dedo´ a Samaris, que não subiu e obrigou Nélson Semedo a ficar. Um erro que pode ter justificação na falta de rotinas a jogar a central. Do outro lado, também Gaitán foi lento a assumir a posição. São estes detalhes que façam a diferença quando se quer um bom comportamento defensivo.

Artigo escrito por Daniel Lima | Daniellima207@gmail.com

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