Sampaoli: “Me incomoda mucho que me dominen en un campo de juego”

Jorge Sampaoli, treinador do Sevilha, na antevisão da Supertaça Europeia frente ao Real Madrid:

“Queremos jugarle de igual a igual, no tener ningún tipo de temor, queremos rebelarnos”, afirmó hoy Sampaoli en la rueda de prensa de la víspera del partido. El entrenador argentino defendió que lo más importante no es ganar, sino la forma en que se hace, y que vencer “de cualquier manera” generaría “confusión” en los jugadores respecto a la idea de juego que él quiere implantar en el Sevilla.”No puedo transmitir lo que no siento. Me incomoda mucho que me dominen en un campo de juego“, aseguró el exseleccionador de Chile, que mostró su apuesta por un estilo “que genere valentía y rebeldía como una necesidad”. Fonte: ElTiempo

O treinador argentino que assumiu o comando do Sevilha após a saída de Unay Emery a mostrar que chegou à Europa para continuar totalmente fiel às ideias que o levaram ao sucesso e reconhecimento internacional ao serviço da selecção do Chile.

Mais importante que as palavras antes do jogo foi a forma como a equipa se exibiu em campo. Frente a um adversário superior em termos de qualidade individual, ainda que desfalcado das suas maiores estrelas, o conjunto da andaluzia dominou a posse de bola (terminou com 58%, mas ao longo dos 90 minutos chegou a estar nos 65%) e apresentou um futebol de tendência ofensiva, sempre a procurar jogar sair a jogar curto e encontrar os melhores caminhos para desmontar a defensiva adversária, de acordo com os princípios de Sampaoli.

O Sevilha apresentou-se em 4x4x2 com os extremos a procurarem receber em espaços interiores e os laterais a conferirem largura, sobretudo Mariano do lado direito, utilizado várias vezes como referência para a equipa variar o centro de jogo. Um dos elementos da dupla do centro do meio-campo, Iborra ou N´Zonzi, baixava para fazer saída a 3 com os centrais enquanto o outro oferecia linha de passe. A dupla de ataque bastante móvel, com Vietto e Vázquez. Na 1º fase de construção foi comum vermos os centrais a subir no terreno para atrair o adversário, fixá-lo e entregar o esférico no colega livre.

Forte pressão do Sevilha na 1ª fase de construção do adversário e no momento da perda de bola. Quando o Real conseguiu sair da pressão, a equipa organizava-se bastante bem no seu processo defensivo, com os blocos juntos e a linha defensiva subida, a evitar ao máximo acantonar-se na grande área, e a ter bom controlo da profundidade.

O risco na saída de bola curta do Sevilha fez com que tivessem algumas perdas comprometedoras, bem como a tentativa de efectuar passes de maior risco para o espaço entrelinhas. Nota-se ainda alguma falta de rotinas no último terço do terreno, o que fez com que muitas jogadas com potencial não tivessem o devido seguimento. Com o tempo e a assimilação dos princípios de jogo do técnico e a integração dos reforços veremos do que será capaz esta equipa, que para já promete ser uma das mais apaixonantes de seguir nesta temporada.

1 – Progressão do Sevilha com excelente combinação entre o lateral-esquerdo Kolo e o extremo/interior Vitolo com o apoio do segundo avançado Vázquez. A bola chega depois ao extremo/interior direito Kiyotake que aparece numa zona interior. Depois a influência de Mariano a dar largura, apesar do passe sair curto.

2 – A transição defensiva do Sevilha, com fortíssima reacção à perda de bola. A dupla de médios-centro sobe no terreno para limitar as opções do portador da bola e obrigar ao erro ou a jogar longo na frente sem definição. A pressão exercida permitiu ao Sevilha recuperar a bola numa zona privilegiada e atacar com 6 jogadores.

3 – A 1º fase de construção do Sevilha, com os jogadores a procurarem não se precipitar para manter a posse. Os próprios centrais assumem a construção e avançam no terreno de modo a atrair e fixar o adversário. Mariano aberto à largura para funcionar como referência para a variação do centro de jogo. Duas situações em que isso sucede: uma em que perde a bola e outra que dá origem ao primeiro golo.

4 – Sevilha a dificultar as acções ofensivas do Real Madrid. Blocos juntos e linha defensiva subida a limitarem as opções de passe do portador e a impedir que se jogue no espaço entrelinhas.

´
Artigo escrito por Daniel Lima | Daniellima207@gmail.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *