O prémio ´que se lixe a equipa´ vai para Gökhan Töre do West Ham

O treinador pode transmitir aos seus jogadores as ideias, princípios e modelo de jogo que pretende implementar. Pode, no treino, encontrar as melhores formas de as operacionalizar e tentar chegar ao sucesso. Mas lá dentro, no relvado, onde tudo se decide, quem joga e toma as decisões, ofensivas e defensivas, são os jogadores. E de pouco importa tudo o resto se um técnico não conseguir que os atletas estejam comprometidos com o jogo e com os objectivos do clube. Se estes não estiverem dispostos a integrar-se no colectivo e a olharem para o jogo como um todo, que exige  comportamentos diferentes consoante os contextos apresentados, o sucesso fica muito longe.

Gökhan Töre, turco de 24 anos que chegou ao West Ham por empréstimo do Besiktas, é o mais sério vencedor ao prémio ´que se lixe a equipa´ desta temporada! Depois de um empate 1-1 fora diante do Astra Giurgiu, a equipa inglesa comandada por Bilic foi eliminada da competição no playoff após uma derrota caseira por 0-1. E veja-se a atitude passiva e negligente do extremo Gökhan Töre no lance do golo dos romenos. Sendo um avançado, demitiu-se totalmente de funções defensivas quando tal era exigido pelo contexto, talvez pensando que este é um tipo de tarefas que não lhe compete executar e pelas quais não pode ser responsabilizado.
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Não adianta trabalhar princípios, sub-princípios, comportamentos, posicionamentos, rotinas, durante a semana se, depois, nos 90 minutos, os jogadores (ou 1 jogador, como foi o caso) revelaram esta falta de atitude e até desinteresse ou desconhecimento do que é o jogo na actualidade.

Artigo escrito por Daniel Lima | Daniellima207@gmail.com

 

 

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