Bolas paradas – o desvio ao 1º poste

Nestas últimas jornadas assistimos na Liga Portuguesa a 3 golos com imensas semelhanças, todos tendo origem em cantos desviados ao 1º poste. Em todas as situações (Braga- Guimarães; Sporting – Paços de Ferreira e Tondela – Chaves) verificou-se uma incapacidade do último defensor junto ao poste mais distante em ajustar o seu posicionamento face ao movimento de aproximação à bola dos colegas. Os golos foram marcados exactamente na mesma zona, no 2º poste, aproveitando o espaço aberto entre os dois defensores em marcação zonal mais distantes da bola. No caso dos golos sofridos por Braga e Chaves – praticamente tirados a papel químico – houve ainda uma incapacidade de quem fazia a marcação individual na zona fora da pequena área em antecipar o movimento dos jogadores que, surgindo de trás, surpreenderam e encostaram para a baliza sem dificuldade. Iludidos pelo desvio ao primeiro poste, quando se aperceberam já era demasiado tarde para perseguirem o homem que marcavam. Já no lance do Sporting, o mérito vai para a capacidade de Whelton em ganhar a posição ao defesa.

Bolas Paradas 1 poste from Grande Círculo on Vimeo.

Um desvio no 1º poste, uma cabeçada paralela à linha de golo (para o ´coração da área´) no poste mais distante ou um canto curto são excelentes opções para fazer as defesas ´balançar´ e abrir espaços. É importante que quem defenda consiga manter o bloco compacto para reagir rapidamente caso existam desvios antes da bola entrar na zona da pequena área, evitando finalizações com sucesso no 2º ou 3º toque. As referências devem ser sempre a posição da bola, o movimento do colegas no bloco defensivo – isto em caso de marcação à zona – e os adversários.

Artigo escrito por Daniel Lima | Daniellima207@gmail.com

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